A cidade histórica de Ouro Preto será operada pela GS Inima Brasil

O consórcio formado pelas empresas GS Inima Brasil, MIP e EPC ganhou a licitação para operar os serviços de água e esgoto da cidade mineira de Ouro Preto. A cerimônia de homologação foi feita pelo prefeito Júlio Pimenta, com a presença de autoridades e das empresas vencedoras.

A operação deverá ser iniciada em meados de dezembro, quando estarão concluídos os trâmites legais. Com cerca de 74 mil habitantes e 12 distritos além da sede, Ouro Preto atende hoje 88% da população serviços de água potável e coleta o esgoto de 64% dos moradores, mas não trata os efluentes domésticos. Atualmente não mede o consumo de água e calcula uma perda de 50% da água tratada.

Entre as metas estabelecidas no edital, está a de universalizar os serviços de água em cinco anos, reduzir o volume de perdas de água a 30%, ampliar a coleta de esgoto e tratar todo o esgoto coletado. Um dos grandes desafios será a hidrometração de todas as residências, e a construção e operação da Estação de Tratamento de Esgotos da sede do município.

De acordo com CEO do grupo GS Inima Brasil, Paulo Roberto de Oliveira, que é líder do consórcio, um dos grandes desafios será a hidrometração de todas as residências que, de acordo com o edital, deverá atingir 90%. “É um desafio trabalhar em uma cidade que é Patrimônio Cultural da Humanidade. Mas nós temos capacidade, engenharia e conhecimento para cumprir as metas estabelecidas. A nossa empresa já tem uma concessão de 24 anos no ramo de operação de serviços de saneamento”, garantiu o CEO.

Para o prefeito Júlio Pimenta, a concessão é um divisor de águas na situação de tratamento de esgoto da cidade. “O que estamos fazendo aqui é dando condições de ter investimento necessários para que possamos avançar nessas questões. É um grande legado”, comemora o prefeito.

 

Sobre Ouro Preto

Localizada em Minas Gerais, a cidade de Ouro Preto se tornou um grande polo de descoberta de ouro no século XVIII, o que atraiu garimpeiros e aventureiros para a região.

O metal precioso era extraído de pedras com superfície escura, cobertas de minério de ferro, por isso, o nome Ouro Preto. Depois de fundidas, a cor amarelada do ouro era evidenciada. Essa atividade de mineração fez a riqueza da região por quase um século.

Além de reunir o maior e mais importante acervo arquitetônico e artístico do período colonial do Brasil, Ouro Preto foi uma das primeiras cidades do mundo a ser escolhida para ser Patrimônio Histórico da Humanidade pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Além de igrejas monumentais, com pinturas, altares banhados a ouro e imagens sacras em estilo Barroco e Rococó, a riqueza de Ouro Preto deixou um grande legado cultural através do arquiteto, escultor e entalhador Antônio Francisco Lisboa, conhecido como Aleijadinho e do pintor Manuel da Costa Athaíde.

Atualmente, Ouro Preto e outras cidades localizadas no centro-sul do estado de Minas Gerais, formam o chamado Quadrilátero Ferrífero. Esse grupo é responsável pela produção nacional de minério de ferro que abastece siderúrgicas e serve de matéria-prima para exportação, além da extração de ouro e manganês.

Com o intenso fluxo turístico, que chega a quase 500 mil visitantes por ano, a cidade de Ouro Preto reserva belezas históricas e arquitetônica além de possuir um rico e variado ecossistema em seu entorno, com cachoeiras, trilhas e uma enorme área de mata nativa.

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